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solução pra confusão diária
relógio colorido
horas são sempre fáceis
breves momentos aqueles que destroem cada fatalidade
estraçalhando a tarde
o papel
estado de espírito
Escrito por joão pedro wapler às 08h17
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castelo de areia
nesses dias de mar raivoso fico hipnotizado
me transporto pra dentro dele
naufragando em neurônios
tenho várias ilhas abandonadas no meu cérebro
sempre fujo pra elas quando meus olhos cegam
Escrito por joão pedro wapler às 08h15
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Escrito por joão pedro wapler às 21h30
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gastronomia
palavras fartas
engasgam nos olhos
sujam de turquesa as feses da criança
como posso desvendar cotidianos
se eu mesmo
me intitulo
dia?
Escrito por joão pedro wapler às 14h18
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algumas coisas
tenho medo dos traços do silêncio
eles gritam comigo
vou descendo escadas
saltando entre minhas verdades
pisoteando as dimensões que
habitam meus poros
sobra pouco de mim
sobra tudo
enfim
Escrito por joão pedro wapler às 14h16
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Escrito por joão pedro wapler às 14h16
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regras relativas
a b c
3 2 1
a c b
3 1 2
a previsibilidade atrapalha os neurônios
acho supernormal ver um mendigo milionário
Escrito por joão pedro wapler às 13h56
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princesa nua sentada no trono
o bobo da corte
se suicidou
o rei
fugiu do castelo
a rainha
se casou com o cozinheiro
só sobrou a princesinha
Escrito por joão pedro wapler às 13h52
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a mulher do ano
fátima
a medíocre
só chorou duas vezes
na sua gloriosa vida
1° vez
cortando cebola
2° vez
cortando os pulsos
Escrito por joão pedro wapler às 13h49
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asilo
as
folhas
se mexem
rotina
olhe as árvores imutáveis
imunes aos ponteiros do relógio
esquecidas
pessoas só observam flores coloridas
diferente de animais racionais
param
contemplam o dia
uma me disse que a beleza não está correndo por aí
está adormecida na nossa frente
Escrito por joão pedro wapler às 22h38
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palavras soltas
pedra na mesa suja
pecado sem sentido
beijar uma curuja
com alvo definido
loucura assim não há
nem verso com explicação
o gregório quiçá
pode não ter razão
Escrito por joão pedro wapler às 17h07
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esotérica
nesta carne bruta
que nasce o mato do deserto
sentou um duende
que me contou histórias eróticas
cheias de bravura
apesar de seu tamanho
vergonhoso e frágil
Escrito por joão pedro wapler às 20h57
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mulher nua
na ponta do barbante
a roupa se faz e depois morre no corpo de alguém
Escrito por joão pedro wapler às 18h55
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Escrito por joão pedro wapler às 13h06
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fotonovela
sendo o último beijo deles uma mentira
ocorreu-lhe de resgatar
uma atitude já utilizada
rasgou suas cuecas e fugiu do motel
Escrito por joão pedro wapler às 12h59
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