guria da parada de ônibus
olha a menina calada
de vestido louco
te noto e desminto
que o dia é pouco
pra buscar verdades
num olho macio
ruiva que sorri cantando
num balé safado
sou burro, sou torto
já berro cadenciado
e deixo de ser
um pote vazio
não
talvez busque arrepios
não
sou menino parado
sim
já vivo o inesperado
num planeta quente e raro
num quadro te vejo e paro
sei
que o horizonte é fútil e tonto
mas no meu compasso
não passo do ponto
e me torno um bicho
severo e vadio
Escrito por joão pedro wapler às 14h18
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