a poesia não serve pra nada


asilo

 

as

             folhas 

             se                              mexem

 

 

rotina

 

 

olhe as árvores imutáveis

imunes aos ponteiros do relógio

 

 

esquecidas

 

 

pessoas só observam flores coloridas

 

 

diferente de animais racionais

param 

 

 

contemplam o dia

 

 

uma me disse que a beleza não está correndo por aí

está adormecida na nossa frente

 



Escrito por joão pedro wapler às 22h38
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